segunda-feira, 1 de abril de 2013

A pedra eleita e preciosa


Nos últimos dias antes da sua morte, Jesus confrontou, desafiou e repreendeu os líderes religiosos em Jerusalém. Estes ficaram frustrados quando Jesus recebeu a adoração da multidão na sua chegada à cidade. Eles se sentiram ofendidos e ameaçados quando ele expulsou os comerciantes do templo. E quando ensinou no próprio templo – a casa de Deus que eles consideravam território próprio deles, os religiosos da época, – questionavam a autoridade de Jesus, buscando artifícios para fazer tudo quanto fizeram a Ele. Os servos infiéis até questionaram a autoridade do Filho de Deus sobre sua atitude no templo, mas, afinal, era sua própria casa!
Jesus tinha todo o direito de fazê-lo, e com louvor! Pois qualquer um tomaria atitude parecida se sua casa fosse invadida e inundada de imundícies, desde a dos animais a restos de comida, e ausência de limpeza àquelas que não são vistas a olhos débeis que enxergam apenas o que é óbvio demais para que não se perceba.
Imagine o que o Mestre e Senhor Jesus-Cristo como Unisciente e conhecedor dos pensamentos do coração dos homens pôde ter visto, e ainda mais dentro do templo - A casa de Deus - onde santidade é requerida.
Os sacerdotes, que não pretendiam dobrar-se a Jesus como Cristo e Messias, obscureciam seus corações e entendimento atrás de uma falsa indignação e zelo por testemunharem, inúmeras vezes, o povo, com exaltação, renderem glórias a Deus em nome de Jesus e, por inveja, se opunham mais ainda a Jesus e a seus ensinos.
Jesus mostrou a incoerência da conduta desses líderes com uma simples pergunta sobre o batismo de João. Dizendo lhes: Eu também vos farei uma pergunta. Se me responderdes, eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. De onde era o batismo de joão? Do céu, ou dos homens?
Eles, mais preocupados com a política do que com a verdade, recusaram responder coxeando entre dois pensamentos, mas conhecendo a resposta verdadeira. (Mateus 21:23-27).


Seis Parábolas sobre a Rejeição pelos Líderes Religiosos

Depois desta conversa com os principais sacerdotes e os anciãos dos judeus, Jesus usou duas parábolas para mostrar a rebeldia deles diante de Deus. Na primeira, ele mostrou que os pecadores penitentes foram mais justos do que os religiosos rebeldes (Mateus 21:28-32). Na segunda, ele falou de servos encarregados com a vinha do seu senhor. Ao invés de pagar os valores devidos ao dono da vinha, estes servos maus maltrataram e mataram os mensageiros que ele mandava receber os pagamentos. Ao final, o dono da vinha mandou seu próprio filho, achando que eles o respeitariam. Os lavradores, vendo a oportunidade de tomar posse da vinha, mataram o filho do dono. Com isso, as pessoas que ouviram a parábola entenderam que o dono teria todo motivo para destruir aqueles servos maus (Mateus 21:33-41). Os líderes dos judeus entenderam, corretamente, que Jesus usou aquelas parábolas para falar deles e de suas atitudes erradas para com Deus (Mateus 21:45-46). Os desafios continuaram, os religiosos armando ciladas para Jesus, e o Cristo mostrando a perfeita sabedoria que os silenciava e os fazia temer e tremer (Mateus 22 e 23).

Jesus: A Pedra Rejeitada pelos Construtores

No meio destas discussões (Mateus 21:42), Jesus citou a profecia de Salmo 118:22-23 – “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos.” Esta profecia do salmista e uma referência semelhante em Isaías 28:16 se tornaram pontos importantes na pregação apostólica. Além de três dos relatos do evangelho incluírem o comentário de Jesus (Mateus 21:42; Marcos 12:10 e Lucas 20:17), pregadores como Pedro e Paulo desenvolveram e aplicaram o mesmo tema.
Nas construções antigas, a pedra angular era a pedra de esquina que servia para alinhar toda a construção. A escolha de uma boa pedra facilitaria a construção conforme a planta. Uma pedra fora de esquadria resultaria numa construção errada. Os construtores de Israel (os anciãos e sacerdotes ) julgavam Jesus uma pedra inadequada para o tipo de construção que eles queriam. Mas Deus o julgou perfeito para edificar a igreja conforme a planta divina.

Jesus: A Pedra Eleita e Preciosa
Pedro fez a aplicação direta quando repreendeu os líderes em Jerusalém: “Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular” (Atos 4:11). Algumas décadas depois, ele usou o mesmo princípio para frisar a importância da santidade dos cristãos (1 Pedro 2:4-10). Ele mencionou a rejeição da pedra angular pelos descrentes, mas fez seu apelo aos crentes. Para os servos do Senhor, a mesma pedra é “eleita e preciosa”. Baseado neste princípio da preciosidade da pedra angular, Pedro disse aos cristãos: “Mas Vós, sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandesas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9). Paulo fez a mesma aplicação deste tema: “Assim, já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus, a principal pedra angular. Nele todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor” (Efésios 2:19-21).

Os Cristãos: Pedras que Vivem

Por terem uma relação especial com a pedra angular, eleita e preciosa, os cristãos devem viver de maneira distinta do mundo: “Chegando-vos para ele, pedra viva, rejeitada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, vós também, como pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por Jesus Cristo” (1 Pedro 2:4-5).

A Pedra Rejeitada Hoje

Na época de Jesus, muitos dos líderes religiosos – mesmo aqueles que afirmavam servir a Deus – rejeitaram o próprio Senhor. Eles queriam construir suas congregações e movimentos conforme as suas próprias ideias, enfatizando alguns princípios da palavra de Deus e ignorando outros. Como os saduceus e escribas.
As tradições destes líderes, muitas vezes, tomou o lugar da verdade revelada por Deus. Há muitos construtores no mundo religioso atual. Líderes religiosos procuram construir igrejas e iniciar e manter movimentos religiosos. Em todos os casos, devemos avaliar estas construções para ver como tratam a pedra angular escolhida por Deus. É triste observar que muitos dos construtores hoje imitam os religiosos que rejeitaram Jesus há mais de 2.000 anos. Rejeitam o Senhor e a palavra dele e estabelecem outras bases que se tornam sagradas.

Algumas Pedras Erradas

Quando suplantam Jesus, os construtores colocam suas próprias pedras no fundamento de suas igrejas e movimentos. Geralmente, estas pedras são distorções de ensinamentos bíblicos. No caso dos fariseus do primeiro século, as pedras erradas eram várias. Alguns exemplos: regras humanas sobre o sábado (Marcos 2:23-28; os fariseus faziam acréscimos à lei do sábado que Deus havia dado aos judeus – Êxodo 31:12-18), tradições dos homens sobre como lavar as mãos e as louças (Marcos 7:3-9), e ensinamentos sobre jeitos de evitar suas responsabilidades para com seus pais (Marcos 7:10-13).
Hoje, líderes religiosos têm escolhido outras pedras, também distorcendo verdades reveladas nas Escrituras ou acrescentando suas próprias doutrinas. Considere alguns exemplos atuais:

O Mórmonismo, fundamento errante.

A pedra angular dos mórmons é o Livro de Mórmon. Eles dizem: “Joseph Smith traduziu o Livro de Mórmon para o inglês pelo dom e poder de Deus. Ele disse que o livro ‘é o mais correto que existe sobre a face da Terra e a pedra angular de nossa religião e [que] um homem pode se aproximar mais de Deus observando os seus preceitos do que pelos de qualquer outro livro.’ (History of the Church, 4:461). O Presidente Ezra Taft Benson ajudou-nos a entender como o Livro de Mórmon é a pedra angular de nossa religião....” (citação do site http://www.mormons.com.br ). Ao invés de aceitar Jesus Cristo como a pedra angular, eles adotam um outro evangelho como o fundamento de sua religião. Livro este que foi dado a Joseph Smith por anjos que o mandaram traduzir e divulgar nos faz Lembrar a advertência dada pelo apóstolo Paulo: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (Gálatas 1:9).

Uma Forma Exclusiva do Nome de Deus

 Apesar do fato que os apóstolos usavam traduções das Escrituras que representavam nomes divinos em outros idiomas, várias seitas têm surgido defendendo formas “autênticas” de escrever e pronunciar nomes de Deus (Jeová, Yehoshua, Yeshua, etc.). No zelo pela forma do nome, alguns desses grupos até alteram as Escrituras inserindo a forma “autêntica” (segundo eles) em textos onde não aparece quando comparado ao original. As Testemunhas de Jeová, por exemplo, usam uma versão da Bíblia na qual os tradutores inseriram o nome Jeová no Novo Testamento mais de 200 vezes, apoiando a aplicação deste nome ao Pai e negando o fato que Jesus, também, é o Senhor descrito no Antigo Testamento como YHWH (Jeová). É impossível compreender o primeiro capítulo de Hebreus e do evangelho segundo João e ainda negar que Jesus é o Senhor Eterno identificado [para eles] como YHWH. Contudo até para essas verdades tremendas e absolutas da bíblia eles tem encontrado formas de contradizê-las, modificando propositalmente os textos bíblicos originais que afirmam a divindade e impessoalidade de Jesus e do espírito santo para que isso dê a impressão de que não são divinos.

Métodos Específicos de Crescimento

 Outros movimentos têm destacado determinados métodos de crescimento – métodos específicos de discipulado, organização de igrejas em células, etc. – como a característica que os define. O sistema humano se torna o ponto principal, e pessoas que não adotam o mesmo sistema são rejeitadas.
O Evangelho Social; Alguns grupos têm focado suas obras sociais de maneira que enfatizam o segundo mandamento acima do primeiro (Mateus 22:36-40). Estas igrejas desviam sua atenção de sua missão espiritual e concentram seus recursos e suas obras em atividades sociais.
O Ecumenismo; Numa sociedade em que a tolerância é valorizada mais do que a verdade, o espírito ecumênico se tornou mais importante do que o Senhor Jesus. A pedra angular de algumas religiões é a convivência pacífica, abandonando a guerra espiritual dos verdadeiros cristãos (2 Coríntios 10:3-6) e esquecendo totalmente o sentido da nossa santificação que é para agradar apenas a Deus, e não para agradar ao homem.

 "Voltar à Pedra Angular Verdadeira e Eterna."

O desafio diante de nós é simples, mas exigente: voltar à pedra angular verdadeira. “Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo” (1 Coríntios 3:10). “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Salmo 127:1). Voltar a Jesus significa mais do que a aceitação dele como Salvador. Significa o compromisso de obedecê-lo como Senhor, aquele que tem toda autoridade (Mateus 28:18-19; Colossenses 3:17; 1 Pedro 4:11; 2 João 9). É essencial respeitar a pedra angular para construir conforme a planta original dada por Deus.

domingo, 31 de março de 2013



Despedida ao Impedir que Homem Vestido de Mulher Usasse Cabine Feminina
Macys-logo

Uma mulher Cristã foi despedida da Macy's por se recusar a violar as suas convicções religiosas deixando que um homem vestido de mulher experimentasse roupas na cabine destinada às mulheres.

Natalie Johnson alega que viu o homem a sair da cabine feminina e educadamente lhe disse que ele não poderia voltar para lá visto a mesma ser para uso exclusivo das mulheres. O homem disse que ele era uma "mulher".

Johnson disse ele usava maquiagem e roupa de mulher, mas ele era claramente um homem.

O travesti fazia-se acompanhar por 5 outras pessoas. O grupo deu início a uma discussão acalorada (com recurso a palavrões) e afirmou que a Macy's era "LGBT-friendly".

A isto Johnson respondeu que Macy´s também era um sítio que não descriminava uma pessoa devido a sua fé religiosa, e que permitir que o homem usasse uma cabine para mulheres implicaria que ela violasse as suas convicções Cristãs e mentisse defendendo que ele era uma mulher (ou pactuasse com a homossexualidade).

A seguir a isto, o grupo exigiu falar com o gerente. Este exigiu que ela se acomodasse às políticas LGBT ou perdesse o emprego. Ele recusou-se a violar a sua fé e como resultado foi despedida.

E se houvesse uma lei "pró-homo" (quem lê entenda) ela estaria presa também, mas o fato é que o acusador o juri e o réu seria a mesma pessoa: "O homem Travestido de mulher".

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Minha definição de Exegese Bíblica.



Quando se fala em Exegese, fala-se em responsabilidade intelectual, profissionalismo e competência e tudo isso ligado a um senso de ética muito afiado e refinado. Pois se há assuntos de tal dimensão que requerem um estudo tão particular, o que se diria da pessoa encarregada de tal façanha.
A exegese tem como objetivo tirar as cortinas que estão sobre um texto específico, fazendo uso das línguas vernáculas para dar clareza a interpretação que já esta na Bíblia. A exegese deseja analisar uma determinada palavra inserida em um texto específico e ir no mais profundo do seu significado. Difere-se da hermenêutica, porque esta intenciona conhecer o texto em parâmetros gerais. A hermenêutica poderá surgir da exegese, uma vez que, os princípios gerais exegéticos aplicados ao texto, serão desenvolvidos pelas ferramentas da hermenêutica. Por isso uma exegese errada (eisegese), levará o hermeneuta a uma falácia hermenêutica.
A exegese analisa um texto específico, já a hermenêutica analisa um texto dentro dos seus aspectos gerais. A exegese quer entender somente aquele texto: versículo, frase ou palavra. A hermenêutica quer saber o que toda a Bíblia fala sobre aquele texto: o contexto, o livro, a história, o momento político, social, econômico, cultural, etc.
A exegese é uma forma cerrada de interpretação de texto que leva em conta o significado de cada termo em seu contexto cultural e social. Sua assombrosa erudição, não deveria afugentar o leitor, porém é o que acontece com os mais sensatos, os quais reconhecem a complexidade de certos assuntos e comentam apenas aquilo que têm domínio.
Contudo, há ainda quem queira fazer frente às questões impostas pela gramática e poder da linguagem implícitas no tipo de escrita que é campo particular dessa “ciência da interpretação”, a Exegese, que utiliza-se de termos contemporâneos para elucidar textos formais e históricos que não seriam amplamente compreendidos pelas massas em uma linguagem formal. Da mesma maneira, na Álgebra, onde utiliza-se letras em latim para representar números desconhecidos, incógnitas, ou número qualquer de um conjunto para explicar a resolução de uma equação que apenas de maneira literal não se poderia explicar.
Se Fôssemos definir a palavra Exegese diríamos que é a interpretação profunda de um texto bíblico, jurídico ou literário. A exegese como todo saber, tem práticas implícitas e intuitivas. A tarefa da exegese dos textos sagrados da Bíblia tem uma prioridade e anterioridade em relação a outros textos. Isto é, os textos sagrados são os primeiros dos quais se ocuparam os exegetas na tarefa de interpretar e dar seu significado. A palavra exegese é oriunda do grego “Exegeomai”, “Exegesis”, ambas tem o sentido de retirar, derivar, extrair, externar, exteriorizar e/ou expor; e "Hegeisthai" o de conduzir, guiar.
Por isso, o termo exegese, pode ser entendido como: “revelar o sentido de algo”. E a prática da exegese se orientou no sentido de preservar as palavras em seu sentido mais perfeito de acordo com o contexto para a interpretação dos textos bíblicos.
Exegese, portanto, é a denominação que se confere à interpretação das Sagradas Escrituras desde o século II da Era Cristã. Orígenes, cristão egípcio que escreveu nada menos que 600 obras, defendia a interpretação alegórica dos textos sagrados, afirmando que estes traziam, nas entrelinhas de uma clareza aparente, um sentido mais profundo.
Não obstante, Ser exegeta é contextualizar o que foi escrito com a cultura da época e extrair os princípios morais para o tempo presente, e não distorcer o real sentido daquilo que está escrito por pura opinião e/ou ponto de vista.